O que é um prima?


O que é um prima?

Segundo o dicionário Aurélio[1], prisma é “1 - Sólido cujas bases são polígonos iguais e cujos lados são paralelogramos. 2 - Cristal que decompõe a luz. 3 - Modo especial de ver ou considerar as coisas”.
            O “senhor Aurélio”, como sempre, nunca decepciona, antíteses à parte. Tanto ele traz três significados diferentes, como o terceiro, em especial, define o foco deste espaço, porquanto lembraremos sempre que para quaisquer temas, poder-se-á dizer “Bem, olhando por esse prisma...”.

            É de sabedoria popular que ao se tratar de futebol, política e religião, não há unanimidade e – agora não é um conhecimento tão comezinho assim – também não são harmônicos os posicionamentos sobre direito, filosofia e psicanálise.

            No caso do primeiro grupo, o fator preponderante é a paizão que é bem diferente de coração pra coração humano. Já no caso do segundo é a razão para a qual invocamos o jargão: “Para cada cabeça uma sentença”.

            Noutro norte, tendo em vista que não buscaremos ensinar coisa alguma, mas sim aprender,  é imperioso introduzir a ideia de que o nosso ponto-de-vista atinente à aplicação de conceitos provenientes da física e da matemática dentro das ciências humanas não é nada ortodoxo.

A essa altura já possível vislumbrar que não falaremos de um só tema, embasados numa só corrente.

            Apesar de ser praticamente “alfanumerobeto” e perdoem o neologismo que apenas serve pra dizer o quão é grande nosso desconhecimento sobre essas matérias, frise-se aqui que temos a pretensão de que, com bastante esforço e uma pequena ajuda de grandes nomes como Galvão; Arnaldo; Smith; Marx; Galileu; Newton; Laplace; Einstein; Descartes; Aristóteles, Ihering, Savigny; Pinto Martins, Freud; Jung; Lacan; Mateus, João, Paulo dentre outros, o resultado seja satisfatório.

            Finalizando citemos o que foi dito em texto de nossa autoria chamado:  A VIDA PODE SER VISTA SOB UM PRISMA MATEMÁTICO?”

            O referido texto aborda a teoria do caos e o efeito borboleta, decorrentes das equações de Lorenz.

            Nele foi discutido se haveria na vida cotidiana a previsibilidade usada em ciências como a meteorologia e se haveria o efeito borboleta em si.

            Explicando melhor, o texto[2] disse o seguinte, falando de Lorenz:

O estudioso em questão, quando da análise de fenômenos meteorológicos, descobriu que num sistema em que eram usadas poucas variáveis, havia facilidade em se prever os possíveis resultados, já em sistemas ditos abertos (como no caso da antecipação das condições climáticas, onde existem muitas variáveis) esses efeitos não são tão previsíveis.
                Então, descobriu-se que pequenas variáveis tinham um efeito bem maior do que o esperado no processo, principalmente se considerados a médio e longo prazo.
                Nesse espectro, chegou-se à conclusão de que não se podia prever o resultado dentro das ciências exatas quando o sistema fosse aberto e, obviamente, nas ciências naturais, ainda menos esses resultados poderiam ser previstos.

            Enfim, o tema ficou em aberto, devolvido para os leitores e mesmo quem escreveu ainda hoje sequer definiu o seu posicionamento.

            O que quisemos fazer aqui foi uma espécie de apresentação, na verdade, explicitar esse não é o lugar para verdades absolutas, não se entenda com isso, porém, que caberão é lugar para meias verdades. É que respeitamos o que disse Nietsche[3], por exemplo: Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas”, ou Pascal[4]É uma doença natural do homem acreditar que possui a verdade”.

Isto é, o que é meia dúzia pra mim, pode ser seis pra você e nem por isso algum de nós deixa de referir-se ao valor numérica 6.

Acreditamos que a verdade absoluta exista, pois Jesus[5] disse “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” e também: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Mas onde está Jesus? Que caminho é esse? Que verdade é essa? Estariam essas respostas nas ciências humanas, responda quem for de humanas. Estariam nas ciências exatas ou noutra ciência qualquer? Responda o lado oposto.

Enfim, amigos, é um prazer inenarrável (perdoem a frase feita) estar de volta ao circuito.





[1] https://dicionariodoaurelio.com/prisma
[2] http://moinhosfilosoficos.blogspot.com.br/2013/06/a-vida-pode-ser-vista-sob-um-prisma.html
[3] https://www.pensador.com/frase/NzMy/
[4] http://www.filosofiahoje.com/2012/02/frases-de-filosofia-e-uma-doenca.html
[5] https://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/8/32

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